“No primeiro momento em que conheci Joaquin [Phoenix], ele me disse: ‘Sinto muito, eu sei que posso ser difícil, mas não leve para o lado pessoal: não é você, sou eu, e só quero me desculpar antecipadamente.”

Essas são as palavras da designer de maquiagem Nicki Ledermann, chefe do departamento encarregado de criar (e aplicar) o visual icônico do Coringa para a história de origem do ano passado sobre o Palhaço Príncipe do Crime.

“Ele não gosta de ser tocado. Ele não gosta de argumentar. Ele não gosta de ser maltratado”, diz Nicki. “Como ator, você argumenta e é maltratado o tempo todo.”

“Não apenas pela maquiagem, mas também pelo guarda-roupa, pelo cabelo, pelos agentes de segurança que precisam levá-lo para o set. É realmente difícil para ele, porque ele não é esse tipo de pessoa. Há outros atores que amam isso – eles amam a atenção, gostam de ser atendidos e gostam de ser mimados. Joaquin não é assim.”

Para criar um ambiente calmo e confortável, Ledermann voltou-se para a música. “Eu me orgulho de sempre ter a melhor música”, diz ela. “Joaquin e eu sempre tínhamos um pouco de música, eram coisas misturadas – desde músicas antigas dos anos 70 até coisas modernas para serem inspiradas. É uma lista de reprodução muito eclética. Vou enviá-la para você!”

Fiel à sua palavra, Ledermann enviou a playlist pública no Spotify para o site NME. É repleta de uma infinidade de gêneros: desde o pacífico Scandi-pop de Sigur Ros (‘Sæglópur’) até o soul dance de Fatboy Slim com Macy Gray, ‘Demons’. Existe até um número francês de jazz de Madeleine Peyroux, nascida em Paris.

Confira a playlist:

Fonte: NME.