Entrevista 8

Então é esta a última vez que vamos vê-lo assim? Neste cenário? Como se sente?

Joaquin: Ótimo, sim, não é nada pessoal. Não, mas honestamente, hoje eu estava me vestindo por horas, prepararando, e eu estava realmente satisfeito que eu não vou ter que fazer isso novamente.

Mas James estava dizendo que você estava falando com ele um pouco antes de terminra as filmagens desse filme, sobre ficar um pouco for por que você não tinha certeza do que você queria fazer a seguir. Então eu quero dizer, isso começou enquanto filmava o filme ou você tinha pensado em mudar?

Joaquim: Bem, eu acho que você sabe, eu me ameaçava desistir depois de cada filme. Mas acho que todo mundo faz isso, certo? E eu quero dizer é algo que eu pensei por um longo tempo e tenho trabalhado na minha música e fazer todos os diferentes tipos de música e outras coisas e não sei… De alguma forma eu senti como se eu precisava fazer uma declaração para mim em termos de como sair, de certa forma eu meio que me arrependia, eu não percebi que iria ser um grande coisa. Eu pensei que ninguém ia dar a mínima para ser franco. Fiquei muito surpreso. Acho que ninguém fez, exceto talvez para algumas pessoas que tem blogs, ou qualquer coisa assim. Mas, mas eu senti que eu tinha que fazer isso, eu tinha que fazer algo extremo para sair disso, porque é realmente difícil para mim entrar na música, porque a primeira coisa que alguém vai dizer é “Johnny Cash”, então eu realmente tinha que fazer algo extremo para me afastar disso.

Vocês fez alguns show até o presente momento, como está indo a carreira no hip hop até agora?

Joaquin: Ah, terrível. Não, é meio estranho. Eu não fiz tantos shows, eu gostei bastante do estilo livre no estúdio que fui, assim como alguns pequenos lugares e acho que algumas pessoas filmaram e tal e divulgaram pra todos, o que me deixou uma pilha de nervos porque tem pessoas lá fora literalmente me rotulando e me chamando de “Johnny Cash” e tudo mais, então foi bem difícil. Eu fiquei bem nervoso. Mas o show em Vegas – eu não acho que poderia concordar comigo apenas assistindo ao video que divulgaram – acho que foi bem melhor do que as pessoas pensam ou do que foi dito por causa da qualidade de imagem e som do vídeo e tal. Mas é ainda um processo, como controle do microfone e tal e devo dizer que ainda não cheguei lá. Eu conclui isso assistindo à montagem que filmamos e percebi que em todos momentos deixei o microfone muito longe da minha boca e nem notei, e isso aconteceu talvez por causa do “Walk The Line” onde eu estava fazendo playback e tal, então você podia ficar longe do microfone; não importava. Mas eu digo: vá lá fora e se arrebente, e então você se reconstrói e encontra uma maneira de chegar lá. Eu não queria faze-lo – descobri que todos esses caras, os caras do hip hop trabalham com treinadores vocais, eles treinam, fazem toda a coisa e não sabia disso. E eu não queria fazer aquilo; não queria apenas começar a contratar um produtor, arranjar alguém pra escrever as paradas pra mim e tudo mais. Eu realmente quis fazer tudo por mim mesmo e ver como seria se não tivesse esse status de celebridade (ou seja lá o que tenho). Eu acho que não importaria nada e as pessoas não prestariam atenção em mim, mas a primeira coisa que fiz foi aparecer nos holofotes, mas pensei comigo “foda-se”.

Você falou de querer fazer algo diferente do que o Johnny Cash. Você cresceu com Hip-hop? Eu acho que você fez alguma break dance no filme.

Joaquin: Break dance é na verdade no do James [Gray, diretor] (Não). Na verdade a coisa é que eu não acho que há muitas pessoas da minha idade que não cresceram ouvindo hip-hop. É tipo como, quando eu tinha quinze, dezesseis anos, que era para mim. Eu adorava hip-hop. A primeira coisa que ouvi foi Public Enemy, e eu não podia acreditar. Foi incrível, e eu sempre amei hip-hop.

Então, para você é como na época da escola ou você gosta agora de coisas como Kanye?

Joaquin: Eu não estou familiarizado com algumas coisas novas. Eu não podia acreditar em algumas diferenças. Você sabe o que é surpreendente é o domínio que eles sabem fazer, eu estava ouvindo B.I.G’s “Juicy” e lembro-me quando mastigados e até parecia que era o mais rápido som pop quando ela saiu. Parte de como Black Moon e gatos que é realmente como uma verdadeira espécie do underground de Nova Iorque, o tipo de som e, em seguida, lançaram esse som pop, e então eu coloquei algo como TI e Young Jeezy e merda, e então eu voltei para “Juicy”. Eu não podia acreditar na diferença. É inacreditável a produção agora. É absolutamente exagero na produção.

Você falou de entrar para essa carreira do hip-hop. Em um desses vídeos no YouTube nós vemos você escorregar do palco. O que aconteceu lá?

Joaquin: Eu não cai. O que aconteceu foi … primeiro de tudo, não é um palco, é nesse tamanho (indicando quatro pés), você está sobre essa pequena plataforma, há luzes por toda parte, em seus olhos, flashes em você, e tudo é escuro. E eu dei literalmente um passo largo e mal calculado e escorreguei. Eu não me ferrei. Eu pulei para baixo e literalmente saltei para trás, sem me machucar e disse que estava bem. Mas, honestamente, eu estava tão nervoso que não sei, é tudo uma espécie de borrão. Eu não sinto como se eu realmente estava consciente do que estava acontecendo até no meio da segunda canção.

Você é uma pessoa muito reservada, mas você está sendo seguido hoje por uma equipe de filmagem. Por que você concorda com isso e ser tão público com tudo isso?

Bem, nós não necessariamente sabemos que vai ser público. Quer dizer, eu estou apenas fazendo algo para mim. Quero dizer, esse é o meu amigo por alguma razão, você sabe o que quero dizer? Portanto, eu não contratei uma equipe profissional pra seguir o que estou fazendo.

O que você diria para as pessoas que estão dizendo que tudo isso é falso?

Eu diria que as pessoas que disseram que é falso é claramente alguém que é um velho amigo, ou alguém que eu trabalhei com música. Você sabe, eu tenho trabalhado com muita gente na música, no passado, e muitas vezes as coisas não funcionam, e às vezes você tem algum sangue ruim entre as pessoas. E é daí que eu imagino que veio isso, isso é tudo que eu sei que é. Sei que parte disso pode parecer ridículo para outras pessoas, mas eu não posso me preocupar com isso. Não vou me preocupar com o que as pessoas pensam que minha vida é. O que as pessoas pensam nunca afetaram minhas decisões, e eu não vou deixar que começem agora.

Por que você decidiu que atuar já não é mais para você? O Rap não o torna mais vulnerável, porque você está sozinho?

Eu não me importo, mas o meu desgosto com atuar não tem nada a ver com ser desconfortável ou vulnerável, ou sentir como as pessoas vão me criticar. Não é esse o problema.

Qual é o problema?

Não creio que existe um problema. Eu apenas não me sento mais desafiado a atuar mais. Eu não aprecio o processo mais, entende? Gostava muito à tempos, sou muito grato às pessoas que eu já tive a oportunidade de trabalhar. Tive uma boa vida, ela tem sido incrível, eu não estou reclamando, não é como se atuar tivesse me arruinado para que eu tenha que deixar. Não é isso. Eu apesar incerrei isso.

Numa escala de 1 a 100, você tem 100 por cento de certeza de que nunca vai atuar novamente?

Sim.

Two Lovers é um bom desempenho para o final. Você é capaz de ver ou julgar isso para si mesmo?

Eu não sei, eu não vi. Mas certamente não foi um plano, que certamente não foi como, “Oh bem, vamos sair nesse.” (risos) Se bem que quando eu estava fazendo os planos em São Francisco (?), vi Danny DeVito e eu disse pra ele que eu ia me aposentar, e ele falou tipo, “Esta é sua último filme?”, e eu disse sim, e ele disse, “Não vá divulgue sobre o assunto.” Foi a primeira vez que eu pensei sobre isso, não tinha sequer me ocorrido. Depois Terry George me ligou e disse, “Você não poderia se aposentar após ‘Traídos Pelo Destino’? Teriamos talvez vendido mais bilhetes.”

Há um rumor que Diddy está produzindo seu álbum. É verdade?

Hum, não sei o quanto eu posso dizer. Vou apenas dizer que vamos trabalhar juntos em breve. Quanto a saber se esse será um álbum completo ou não, não sei. Mas estou fazendo um monte de músicas e produzindo. Eu adoro fazer a música, eu amo programar batidas e esse tipo de trabalho na música, muito, se não mais do que rapping. Quer dizer, eu odeio dizer rapping, soa ridículo. Gostaria que houvesse um outro maldita palavra para ela, para o que faço, porque eu não penso de mim mesmo como um rapper. Eu desfruto o processo de escrever, escrever rimas e chegar sozinho a ouvindo batidas. É muito íncrivel. Acho que vocês desfrutam [escrever] bem.

Como você descreveria seu som?

Hum, em construção? Ha ha, isso é Missy Elliot. Bem, é um som… Não sei, não sei. Ele não vai ser… em última instância, o album não vai ser um album de rap. Quero dizer, é hip hop, tem rap nele, mas não há canto e outras coisas. Pareço tão babaca, mas o que eu quero fazer é fazer The Wall e tals, sabe? É difícil, porque eu sou um ator, ou era um ator, por isso estou teatral. Então, eu quero que as coisas sejam grandes, você sabe o que quero dizer? Tenho uma faixa que tem já cinco minutos que eu estou tentando fazer sete. Poderia ser apenas sete minutos de puro sofrimento, mas espero ter sete minutos.

Qual é a mensagem por trás do seu álbum?

Não tenho uma mensagem.

Quando vai ser lançado ao público?

Hum, não sei. Tenho 10 músicas agora, e penso que três deles são realmente bons – ‘Can I Get a Refund, ‘If You’re Going to San Francisco’, e ‘Da Da Dum Dum’. E os outros eu acho que são umas porcarias, mas vou trabalhar nelas. Eu não sei, eu realmente não sinto essa pressão para lançar, e eu também acho que as coisas são diferentes agora. Como, você não tem que necessariamente lançar um álbum, você sabe o que quero dizer? Você pode ter um site onde você vender alguns singles, fazer um EP, deixar crescer. Então eu não tenho certeza, tenho estado indeciso entre os que desejam fazer um álbum duplo ou os que dizem pra fazer um EP para começar. Então estou só acumulando canções, e eu acho melhor essa agitação passar para fazer que é o melhor.

Existem pessoas que querem colaborar?

Quero Dermot Mulroney, você conhece esse ator? Ele é um íncrivel violoncelista. Eu o conheço há anos, e ele tem feito algumas coisas sobre coisas mais antigas. Eu gostaria de trabalhar com ele um pouco mais. Adoraria ter o Flea. Flea fez a base para o Young MC em Back in the Day, então seria genial ter o Flea. Vi recentemente Method Man no House of Blues tocando com Redman, e ele disse que queria entrar e fazer uma rima, então veremos. Diddy também conhece um monte de gente grande e outras coisas, por isso veremos. Quero dizer, o meu sonho seria ter um DJ Premier produz a faixa e ter Chuck D pra isso, mas Chuck D nunca faria isso… Ou você sabe o que seria legal? Seria legal se eu tivesse Russell Crowe, Keanu Reeves e Jared Leto, e nós só fizessemos alguma coisa. Isso seria muito bom. Não é sobre o sucesso, não é sobre ser ou não ser bom. Eu não atuava porque queria que as pessoas falassem que eu era bom. Eu gostava daquele processo, e agora eu gosto desse processo. O que posso dizer? Pode ser ruim, toddos podem odiar, e eu ser o único que gosta. Mas tudo bem, porque tenho tido um tempo fantástico fazendo música.

Existem dois lados de fazer música – a elaboração do álbum, que é uma afirmação artística, e depois há a performance de sair na frente de uma multidão e se conectar. O que é mais é importante para você?

O álbum é mais importante pra mim, e é realmente o que é mais importante pra mi. Já as performances… Olha, o Diddy acabou de dizer, você deve se expor lá fora. Tenho ido a essas pequenas boates, mas [ele disse] você deve fazer um show porque é muito fácil dizer, “ahh, é apenas estilo livre e eu fodi tudo, esquece!” e ir embora. Então eu planejei antes o show e estava certo de que seria um desastre. Estava remixado algumas coisas na noite anterior ao show e não tinha idéia de como era o sistema. Estava lá sentado pensando “O fundo tá muito alto? E se eu abaixar, agora o baixo fica muito alto?”. Então estava apenas remixando, e nunca fiz isso antes. Era um conceito estranho – a idéia é dar a alguém um iPod com uma música de fundo! Foi bem estranho pra mim, porque eu quero fazer um show, eu quero ter músicos e todas as outras coisas. Então foi parte do treinamento, mas o trabalho é público, eu sou uma pessoa pública então você pode ver o treinamento. Mas e quanto a esse filme, Two Lovers?

Bem, você mostra um pouco de rap no filme.

Sim, James e eu, nós estavamos nos preparando, pesquisando para fazer essa cena, e falando que nós não podemos simplesmente (cortar do carro?) com todo mundo se divertindo junto, alguma coisa tinha que acontecer, entao o que? entao a gente falou sobre algumas coisas e nos perguntamos oq esses caras fazem? E quase todos os caras dessa idade que cresceram no brooklyn ama hip hop. james me disse que ele teve um grupo de hip hop. e eu disse, “oh, isso é incrivel’ eu não posso nem imaginar”… entao eu disse, deixe-me tentar alguma coisa, e eu tive algumas ideias que eu coloquei pra fora e nos acabamos fazendo todas elas; Eu nao sei quais serão usadas nesse filme.

O filme tem uma incrível ambiguidade, especialmente no final. Tem alguma chance do seu personagem, leonard, achar a felicidade, ou ele vai sempre viver naquela sombra de michelle? O que deve acontecer com ele depois que o filme acabar?

(pausa) Eu não acho que a vida de Leornard seja muito boa. Eu imagino…bom, eu acho que ele vai achar a felicidade, ele só não vai achar essa coisa idealizada, a versão romantica do amor/felicidade. Ele vai simplesmente experimentar a realidade. Ele vai ter alguns filhos e provavelmente levar pra frente os negócios do pai, e as crianças vão ter festas de aniversario e eles vao todos rir. E…qual era o personagem de Vinessa Shaw [Sandra.] Sim, ele vai se casar com Sandra e vai ficar tudo bem, e eu acho que ele simplesmente vai ter uma vida normal.

Nós entrevistamos você várias vezes ao longo dos anos, e nós não podemos ajudar, mas aviso que o Joaquin hip hop parece muito diferente do Joaquin galã símbolo sexual que vimos no passado…

JP: Símbolo sexual! (risos)

O que inspirou o look?

Olhe, foi um grande esforço… Eu não sei qual a sua desculpa (gesticulando para um jornalista, seguido de risos). Eu tenho que fazer coisas extremamente psicologicas também. Pessoas me reconhecem e eles me conhecem por ser esse tipo de coisa. Eu não sei se isso é o meu look, entende? mas tem sido importante para mim fazer alguma coisa extrema desse jeito, que me separe do público da pessoa do joaquin phoenix, o que quer que seja isso. Ou então eu sou simplesmente preguiiçoso. Isso concerteza fez as pessoas pararem de dizer Johnny Cash. Agora elas podem simplesmente dizer Grizzly Adams.

Esse é o seu terceiro filme com James Gray, depois de ‘Caminho Sem Volta’ e ‘Os Donos da Noite’. Você está triste por perder essa experiencia de trabalho e outras tipo essa?

Eu amo james mas eu não o amo o suficiente, entende? Eu tenho que fazer o que é certo para mim. Claro que tem uma parte de mim que provavelmente vai sentir falta de alguns desses momentos, mas eu penso que isso acontece com todos, se vc troca sua carreira ou seu trabalho por outra coisa tem uma parte de vc que vai sentir falta do seu antigo trabalho. Mas talvez eu possa fazer com que ele dirija um video musical. Eu gostaria de fazer alguma coisa estilo thriller, com uma grande entrada e essas coisas.

A parte promocional da sua carreira musical, você já começou a pensar sobre ela?

Eu acho que você sempre tem esse tipo de ambição, mas eu também acho que eu sou simplesmente um idiota. Claro, eu só quero que você imagine que eu vou fazer alguma coisa legal, mas se eu direcionar isso, vai ser provavelmente um dos piores videos já feitos. Eu acho que você espera pela grandeza, e você sabe que nunca vai chegar nesse nivel porque você não é bom o suficiente, mas isso é o que você faz. Então, felizmente, eu vou inventar algum conceito ótimo, ou entao eu vou ter sorte e spike jonze vai querer fazer um video musical ou algo assim.

Joaquin, eu trabalho para a MTV, e alguém nos enviou uma carta. … Esse cara é legítimo, e ele é o empresário de Fall Out Boy, e ele enviou uma carta pedindo para ser o seu DJ. Então, eu ia te entregar se você quiser (passando a carta para o Joaquin), e, novamente, esse cara é realmente o empresário de Fall Out Boy, e ele disse que todo bom rapper tem um DJ, e ele quer ser o seu. Ele quer ser seu Jam Master Jay.

Ah, ótimo. (pegando o papel e lentamente dobrando e jogando-o sobre seu ombro; risos) Bom, estou trabalhando no show, mas você não quer falar sobre tudo, porque quando você não conseguir, as pessoas irão saber que você não conseguiu. Então o show não será apenas eu com um microfone e um backing track. Eu poderia ter um DJ, mas não vai ser um típico show de hip hop.

Essa coisa sobre o Hip Hop parece ter uma obsessão em manter real, verdadeira, e falando sobre experiências reais. Para o seu público-alvo, as suas experiências na vida têm provavelmente sido muito diferente do que todo o público…

Quer dizer, todo o tipo de coisa é assim, “me levantei e falaram ação / E eu falei tipo, ‘Oh, merda, onde está a minha marca? Oh merda!”

Bem, esse é o tipo de coisa – o que está mantendo na real um cara que se transformou em rapper depois de atuar por quase 20 anos?

(pausa) Eu não sei nada sobre como manter isso real, não sei nada sobre isso. Eu realmente não sei o que isso significa. Acho que ninguém realmente sabe o que isso significa. Mas o que está perguntando? Qual é o conteúdo?

Bem, não o que é o conteúdo, mas… quando eu ouço rappers aleatoriamente eu experimento partes de suas vidas, eu experimento uma compreensão. O que é que um ator famoso, rico, branco vai trazer ao hip hop que vai ressoar com as pessoas a nível pessoal?

Não tão rico. (pausa e risos) Não, não muito. Eu não sei.

Gostaria de lhe perguntar sobre o trabalho com as garotas, Gwyneth Paltrow e Vinessa Shaw. Especialmente para Gwyneth este era um tipo de papel diferente, e eu só me perguntava quando estava trabalhando com ela se vocês trocaram ideias sobre vocês sobre a atuação dela ou a sua ou o que seja. Como foi essa parte da relação?

Não, eu não fiz isso. Eu não gosto de saber o que os outros atores estão pensando e eu não quero que eles saibam o que estou pensando necessariamente, a menos que isso seja importante para uma cena. Penso que existem algumas cenas, ou momentos em que é importante que você entenda o que a outra pessoa está fazendo e você pode falar sobre isso, mas normalmente para mim, o diretor foi a única pessoa que eu falei sobre as escolhas e minha intenção de alguma cena, e eu realmente não quero saber [sobre o processo de alguém]. Mas a experiência em Two Lovers foi incrível. Fiquei realmente surpreso pela forma como Gwyneth interpretou o personagem e o que ela fez. No primeiro dia dela, eu já trabalhava por duas semanas, por isso eu estava confortável até então. Você fica confortável com a equipe e tudo. E ela veio, e eu pensei que ela ia ficar nervosa e tomar todo o dias, mas ela só fumava. Eu não podia acreditar. Foi assustador, ela foi realmente incrível. Ela acabou de chegar e ela tinha o personagem pronto. Porque você sabe, ao que parece, pelo menos na minha experiência, os primeiros dias todo mundo fica pensando “como faço para andar, o que eu faço, o que é natural? Como diabos posso apenas dizer bom dia a alguém e soar normal?” Porque você olha pra um pedaço de papel e começa a analizar e você faz tipo (de um jeito artificial ), “Bom dia”. Tanto Gwyneth e Vinessa, nenhuma delas nunca fugiu de nada, elas iam direto a isso.

James falou sobre a quantidade de takes que você faz quando filma as cenas. Você é normalmente o tipo de pessoa que consegue na primeira tomada ou o tipo de pessoa que gosta de fazer várias tomadas para o diretor cortar?

Você não ouviu o apelido? “Joaq Um-Take”? (pausa) Não, eu sou o tipo de pessoa que não tem idéia. Como, penso que, para mim, se eu estou ciente de alguma coisa que eu estou fazendo, então geralmente é ruim. Acho que a única vez que algo é bom é quando eu não estou ciente daquilo. Então eu não sei quantos takes eu faço. Não, não há um esforço consciente para experimentar e dar a alguém mais opções. Eu só acho que você ainda está tentando descobrir o que é a verdade e chegar a esse ponto. Às vezes é preciso 40 takes e às vezes acontece em poucos. Eu não sei.

Pode nos falar onde vai tocar em breve? Você tem alguma data?

Não.

Tem algum site ou algo do tipo?

Ainda não, em breve. Obrigado pessoal, muito obrigado.

Tradução por
Line
Susu
Marcus