Biografia

Página atualizada em: 05/11/2018.

Nome: Joaquin Raphael Phoenix
Data de Nasc.: 28/10/1974.
Paí­s: Porto Rico.
Sobrenome verdadeiro: Bottom.
Pais: John Bottom e Arlyn (Heart)
Irmãos: River, Rain, Liberty e Summer.
River: Joaquin cresceu sob a sombra do irmão mais velho, o ator River Phoenix, que morreu de overdose em 1993, na frente do Viper Room, clube do ator Johnny Depp. Joaquin estava junto e foi quem pediu socorro por telefone. Ele levou um ano para conseguir voltar a sua vida normal.
Cozinha: É vegano desde os 3 anos.
Namoradas: Liv Tyler (1995-1998), Topaz Page-Green (2002-2005), Teuta Memedi (2006-2008), Aria Crescendo (2010), Heather Christie (2012), Allie Teilz (2013-2014), Rooney Mara (2016-presente).
Cigarro: Fuma (muito) Camel.
Alcoolismo: Em Abril de 2005, Joaquin se internou, por vontade própria, em uma clínica de reabilitação.
Prêmios: Já recebeu três indicações ao Oscar. Como melhor ator coadjuvante por ‘Gladiador’ em 2001, melhor ator por ‘Johnny e June’ em 2006 e melhor atpr por ‘O Mestre’ em 2013. Ganhou em 2006 o Globo de Ouro de melhor ator de comédia/musical por ‘Johnny e June’. Em 2008 ganhou o People’s Choice Awards na categoria ‘Favorite Leading Man’. E já ganhou também outros; San Diego Film Critics Society Awards, National Board of Review Awards, The Internet Movie Awards, Blockbuster Awards, Annual Hollywood Movie Awards, entre outros. Veja a lista completa.
Ativismo: Joaquin Phoenix apoia causas de diversas organizações, algumas delas são Amnesty International, The Art of Elysium, The Peace Alliance, The Lunchbox Fund, PETA, Earthlings, entre outras. Clique aqui para ler mais.

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Leaf, River e Rain não são nomes comuns, mas expressam o passado hippie da família deste astro hollywoodiano. Respectivamente, significam folha, rio e chuva, em inglês. Os três fazem parte da mesma família composta de artistas do cinema. River Phoenix e Leaf Phoenix são os mais conhecidos. O primeiro, morreu de overdose de drogas durante uma festa em uma boate em Los Angeles, em 1993. O segundo continuou sua carreira de ator, mas mudou o nome. Hoje é mais conhecido como Joaquin Phoenix.

Na verdade, o nome de nascimento é Joaquin, mas para ficar mais parecido com o dos irmãos, ao 4 anos o pequeno escolheu com o pai o nome Leaf. Em alguns filmes do começo de sua carreira, Leaf pode ser lido nos créditos. Entretanto, nos anos 90, o ator decidiu re-adotar o verdadeiro nome.

Seguindo o rastro do irmão mais velho River, Joaquin decidiu ser ator. Desde pequeno, já fazia pequenos comerciais para a televisão. Sua primeira aparição atuando foi em um seriado no qual River trabalhava, ‘Seven Bridges for Seven Brothers’, em 1982. Outro trabalho com o irmão foi em ‘Backwards: The Riddle of Dyslexia’ (1984). Mas o primeiro trabalho de grande exposição para sua carreira foi SpaceCamp – Aventura no Espaço, de 1986.

No final dos anos 80, a família Phoenix mudou-se novamente, seguindo para a Flórida – toda a infãncia do ator foi nômade, passada em países da América do Sul e Central. Na cidade americana, Joaquin foi chamado pela a Universal Pictures, recêm-instalada na Flórida, para participar das filmagens de ‘O tiro que não saiu pela culatra’ (1989). Mesmo com a bem-sucedida participação no filme, Joaquin decidiu se afastar das câmeras, uma vez que estava insatisfeito com o tipo de papéis designados para atores de sua idade.

No mesmo período em que se afastou da carreira artística, os pais de Joaquin estavam se separando e o garoto seguiu com o pai para o Mêxico.

Mas os holofotes recaíram sobre ele em 1993, com a morte de seu irmão River. Joaquin estava na mesma festa que ele, e foi o responsável por chamar o socorro pelo telefone (tanto que a gravação do pedido de ajuda de Joaquin foi, depois, transmitida por muitas emissoras americanas). Infelizmente a ajuda chegou tarde e River morreu na porta da danceteria The Viper Room.

Meses depois, ainda abalado pela perda do irmão, Joaquin sucumbiu às insistências dos amigos e voltou a ler alguns roteiros. O ator considera a paixão pelo personagem um dos requisitos mais importantes para uma boa atuação. A escolha de um papel é feita de maneira impulsiva. Mas, segundo o ator, se ele não se apaixonar pela história, não aceita filmar

A relutância em aceitar os papéis a ele propostos caiu por terra quando leu o roteiro de ‘Um Sonho sem Limite’ (1995), do diretor Gus Van Sant e estrelado pela australiana Nicole Kidman. Aceitou o personagem e, novamente, sua atuação foi bem recebida pela crítica.

Na sequência, Joaquin rodou ‘Círculo de Paixões’, ‘Reviravolta’ e ‘Pela Vida de um Amigo’. Entretanto, o grande trabalho que o levaria a status de estrela veio com o papel do paranoico imperador romano em ‘Gladiador’. O personagem seria designado a Jude Law, em alta pela atuação em O ‘Talentoso Mr. Ripley’. Só que na mente do diretor Ridley Scott, o papel cabia exatamente para Joaquin, que no final foi o escalado.

Com o sucesso de bilheteria e crítica, e sua boa atuação, Joaquin foi indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo papel, além de ser lembrado também no Globo de Ouro.

Logo em seguida, Joaquin atuou em produções independentes como ‘Contos Proibidos do Marquês de Sade’ e ‘Caminho Sem Volta’. Em 2004, trabalhou ao lado de Sigourney Weaver, em ‘A Vila’, e na produção ‘Hotel Ruanda’. Protagonizando o filme ‘Johnny & June’, ao lado de Reese Witherspoon, no qual interpretou o cantor Johnny Cash, falecido em 2004. Sua atuação nesta produção de 2005, rendeu-lhe o Globo de Ouro de Melhor Ator e mais uma indicação ao Oscar na mesma categoria.

Em 2007 voltou a trabalhar com dois diretores. Em ‘Os Donos da Noite’ com James Gray, com quem jã havia trabalhado em ‘Caminho Sem Volta’. Dessa vez Joaquin foi protagonista e produtor do drama policial com uma bela interpretação. E em ‘Traídos Pelo Destino’ voltou a trabalhar com o diretor de ‘Hotel Rwanda’, Terry George. Em 2008 o ator volta a trabalhar com o diretor James Gray, no romance ‘Amantes’, chegando a terceira parceria com o diretor.

No final de Outubro de 2008, Joaquin declarou que ‘Amantes’ seria seu último filme “Amantes seré meu último filme (…) Eu não estou brincando, vou me dedicar apartir de agora a música”. Joaquin, apartir de agora, iria se dedicar inteiramente a carreira na música. Muito se falou do assunto e muitos não acreditaram na decisão. Em novembro foi divulgado que seu amigo e cunhado, Casey Affleck, estaria fazendo um documentário sobre a transição do Joaquin do cinema para a música. Depois de fazer pequenos shows em boates cantando rap, ele fez sua primeira apresentação oficial no dia 16 de janeiro de 2009. Joaquin estava fisicamente muito mudado, com uma enorme barba e uma toca furada na cabeça, muito se especulou, e fontes anónimas diziam ser tudo uma ‘farsa’, Joaquin estaria apenas interpretando um novo personagem para o documentário. Mas Joaquin insiste, que tudo é real, ele realmente está se tornando um rapper.

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O Retorno: Phoenix apareceu no programa Late Show novamente em 22 de setembro de 2010 e alegou que sua “aposentadoria” e comportamento excêntrico eram para um mockumentary chamado “I’m Still Here”, que ele e Casey Affleck estavam filmando.

Em 2011, foi anunciado que a Phoenix voltaria a atuar no drama de Paul Thomas Anderson, “O Mestre” (2012). Phoenix interpretou Freddie Quell, um veterano alcoólatra obcecado por sexo da Segunda Guerra Mundial, de Lynn, Massachusetts, lutando para se ajustar à sociedade do pós-guerra. O filme estreou no Festival de Cinema de Veneza, onde Phoenix ganhou a Copa Volpi de Melhor Ator. O filme só arrecadou US$ 28 milhões, mas foi recebido com aclamação pela crítica universal, com as atuações recebendo muitos elogios, especialmente a atuação de Phoenix. Peter Travers, da Rolling Stone, elogiou: “Joaquin Phoenix no desempenho de sua carreira. Phoenix usa o papel como uma segunda pele; ele é um vulcão em plena erupção. Você não consegue tirar os olhos dele.” Sua performance foi louvada publicamente por seus colegas Daniel Day-Lewis, Jessica Chastain e Robert Duvall. Phoenix recebeu sua terceira indicação ao Oscar, bem como indicações para o Globo de Ouro de Melhor Ator (Drama) e BAFTA de Melhor Ator.

Em 2013, Phoenix estrelou o filme “Ela”, uma comédia dramática de ficção científica romântica, dirigido por Spike Jonze. Nele, Phoenix interpreta Theodore Twombly, um homem que desenvolve um relacionamento com Samantha (Scarlett Johansson), um sistema operacional inteligente que personifica através de uma voz feminina. O filme teve sua estréia no New York Film Festival em 12 de outubro de 2013. “Ela” teve um total bruto de US$ 47 milhões e recebeu aclamação da crítica generalizada, juntamente com o desempenho de Phoenix. Os críticos de cinema Manohla Dargis e David Edelstein concordaram que nenhum outro ator poderia ter feito o papel, além de Phoenix, afirmando que “‘ela’ é ainda mais difícil de imaginar sem o Sr. Phoenix, um ator que se destaca no isolamento” e “É difícil imaginar alguém mais comovente do que Phoenix no papel”. Phoenix recebeu sua quarta nomeação para o Globo de Ouro. O filme foi indicado a cinco Oscars, incluindo Melhor Filme. Também em 2013, a Phoenix colaborou com o diretor James Gray pela quarta vez no filme dramático “Era Uma Vez em Nova York”. Ele estrelou como Bruno Weiss, um cafetão que prostitui a imigrante polonesa Ewa (Marion Cotillard) e acaba se apaixonando por ela. Ele foi exibido no Festival de Cinema de Cannes de 2013, bem como no Festival de Cinema de Nova York de 2013. O filme foi lançado nos Estados Unidos em 16 de maio de 2014. O filme recebeu críticas positivas dos críticos.

Em 2014, Phoenix reuniu-se com o diretor Paul Thomas Anderson para o filme “Vício Inerente”, a primeira adaptação de um livro de Thomas Pynchon. Phoenix desempenhou o papel de Doc, um investigador particular hippie tentando ajudar sua ex-namorada a resolver um crime. “Vício Inerente” estreou como peça central no New York Film Festival em 4 de outubro de 2014 e foi lançado nos cinemas dos EUA em 9 de janeiro de 2015. Ele foi recebido com críticas positivas, com muitos críticos elogiando o filme por suas performances de atuação, enquanto alguns foram frustrados por seu enredo complicado, no entanto, ele só arrecadou 11,1 milhões dólares nas bilheterias. Phoenix foi indicado ao seu quinto Globo de Ouro por sua performance.

Phoenix estrelou em 2015 o filme “O Homem Irracional”. Dirigido por Woody Allen, o filme foi exibido fora de competição no Festival de Cinema de Cannes de 2015, recebeu críticas positivas e começou uma versão teatral em 17 de julho de 2015. Ainda em 2015, Phoenix narrou seu segundo documentário para a Nation Earth sobre os direitos dos animais chamado “Unity” que foi lançado em 12 de agosto de 2015.

Em 2017, Phoenix estrelou como Joe, um ex-agente do FBI e veterano da Guerra do Golfo, sofrendo de TEPT no thriller da Amazon Studios, “You Were Never Really Here”, escrito e dirigido por Lynne Ramsay. O filme teve sua estréia mundial em competição no Festival de Cannes. Ele recebeu ampla aclamação da crítica e Phoenix ganhou o prêmio do Festival de Cinema de Cannes de Melhor Ator por sua atuação.

Em 2018, Phoenix estrela como Jesus no filme biográfico “Maria Madalena”, escrito por Helen Edmundson e dirigido por Garth Davis. Interpreta o cartunista John Callahan na cinebiografia “Don’t Worry, He Won’t Get Far on Foot”, que o reunirá com o diretor Gus Van Sant. E estará na adaptação do romance histórico de Patrick deWitt, “The Sisters Brothers”. Em Setembro de 2018, Joaquin começou as filmagens em Nova York do filme “Coringa”, com direção e roteiro de Todd Phillips. “Coringa” tem previsão para chegar aos cinemas em 4 de Outubro de 2019.